Por: Luciara Avelino
Psico-sócio-terapeuta, professora do curso de inglês, francês e portuguese for foreigners na Millennium Línguas

Não há soluções milagrosas para resolver o problema do “bullying” nas escolas. É necessário um trabalho educacional terapêutico contínuo de base, iniciado agora, como explicamos na 2ª edição de nosso livro A Terapia em Sala de Aula, baseado nos conceitos da Psicanálise Integral de Norberto Keppe. A criança tem que ter reforçado na sua estrutura interior que viver é fazer o bem; isto deve estar impregnado no seu ser, no seu próprio DNA. Se não for assim, ela vai pensar a vida toda, como o ser humano atual geralmente pensa, que o crime compensa, que tirar vantagens dos outros é melhor, que roubar é mais fácil, que agredir é bom etc.
Considerando primeiramente o ambiente familiar, a situação do “bullyng” é bastante grave. Quando uma criança vê a agressão sendo feita com sua mãe, pai ou irmãos, sofre um “bullying” constante em sua própria casa, mesmo que a agressão não seja feita a ela diretamente. E o nível de violência no lar é assustador. A Unicef estima que, diariamente, 18 mil crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil. Junto com os acidentes, as violências domésticas provocam 64,4% das mortes de crianças e adolescentes no país. Por isso Keppe escreve no livro Psicanálise da Sociedade: “Nós temos de humanos apenas o nome, porque não temos contato com os próprios sentimentos e, muito menos, com o dos outros. Por esse motivo, não nos respeitamos, e procuramos fazer com o exterior a mesma destruição.”
Ninguém pode negar que vivemos numa sociedade materialista em que os valores mais apreciados são competir, ganhar a qualquer custo, arrogância, pisar nos outros, acumular riquezas em detrimento do ser, espoliar, extorquir etc. Sendo assim, a realidade e a verdade é manifestar esta delinquência, como se ela fosse o certo. Portanto, o que acontece hoje nas escolas, a intimidação, a rejeição, a exclusão, os maus-tratos, a crueldade psicológica, enfim, o “bullying”, é uma reprodução do que os adultos fazem hoje. Vivemos numa sociedade de “superbullyings”. Os filhos estão agindo como os pais, talvez com menos máscara, mas agridem os colegas como muitos pais agridem a sociedade.
Portanto, salientamos a grande importância para os educadores de conhecerem a Psico-Sócio-Patologia de Keppe que é capaz de munir os profissionais de educação e os pais com ferramentas para identificar e lidar com este problema em nossas escolas e nos próprios lares. Keppe foi o único a fazer uma psicanálise da sociedade, trazendo uma verdadeira Socioterapia. Enquanto não tratarmos indivíduo e sociedade como doentes, não haverá saída para este problema tão difícil do “bullying” nos lares, nas escolas e na sociedade.
Esse é apenas um dos exemplos do tipo de assunto que damos na Millennium, no meu caso em específico nos cursos de inglês, francês , portugues for forigners e outros idiomas na unidade Rebouças Millennium. Sem dúvida, estas aulas trazem muitos benefícios aos nossos alunos.
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